segunda-feira, 11 de junho de 2012

Estado Líquido - Fusion Sushi

Depois de um daqueles dias para esquecer, no trabalho, estava a precisar de qualquer coisa para descomprimir. Por isso, j. sacou de uma promoção 2por1, da revista TimeOut, para o Estado Líquido - Fusion Sushi e lá fomos nós.

http://www.sabordoano.com/rwlisboa/logofusionsushi.jpg
(ver imagem aqui)

O espaço e ambiente do Estado Líquido - Fusion Sushi é o que se pode designar de "fashion", sofisticado, estilo bar, com música (bem audível, diga-se...) a condizer. É aquele tipo de restaurante que fica bem dizer que já se esteve lá. Não sendo propriamente um pormenor de decoração, o aquário que serve de chão ao restaurante tem um grande impacto neste espaço. O serviço não foi o extremo da simpatia, nem da atenção, mas cumpriu, apesar de se notar alguma falta de organização. O facto de estarmos numa sexta-feira à noite, com uma promoção 2por1 da TimeOut pelo meio, provavelmente originou a confusão com as reservas das mesas, bem como o ser atendido por três ou quatro empregados diferentes. Seja como for, não deixa de ser estranho este tipo de falhas existir numa casa com a reputação que esta tem. Outro aspecto a rever é o vinho... Sim, vinho! Há quem beba vinho com sushi e já que é vendido, ao menos que as garrafas estejam em condições de serem abertas. Em diferentes mesas vizinhas, 2 ou 3 rolhas partiram-se, com empregados diferentes a abrirem as garrafas! Não é que lamente a perda de garrafas de Rosés, ou de Quintas da Aveleda, mas aqueles que pagam por tal néctar, têm o direito de o beber.


(ver imagem aqui)

Na panóplia de espaços tradicionais e modernos que há em Lisboa, cada um tem o seu lugar e sentido, mas, no final, o que normalmente fica na memória é se a refeição foi boa e se o preço foi justo. No que diz respeito ao preço, acho que este é um aspecto a ser, claramente, repensado. Começámos com um Escabeche Japonês como entrada. O sabor era bom, ácido e ao mesmo tempo com um ligeiro toque agridoce, que, contudo, não eliminava o sabor activo do peixe. O problema é que não consigo considerar aquilo uma entrada, mas sim um Amuse Bouche, pois era realmente pequeno. O preço, por outro lado, era inversamente proporcional: 8,88 €! Para aqueles que valorizam a carteira, aconselho a não pedirem as Gyosas... O prato principal foi um Sushi to Sashimi tradicional, de 20 peças de Sashimi e 16 de Sushi. O Sushi era composto por Uramakis e Hosomakis de Salmão, além de Nigirizushis de Salmão e Robalo. Os Sashimis eram de Atum, Salmão, Robalo e Peixe Branco. As peças eram de peixe de óptima qualidade (em particular o Atum) e de bom corte, mas foram surpreendentes? Não! São as peças base desta gastronomia, pelo que surpreender torna-se difícil. Assim, parece-me excessivo cobrar-se 45,82 € por este prato, especialmente sabendo os preços praticados pela concorrência de qualidade. Talvez preços deste género, ou superiores, se justifiquem nos pratos de fusão, mas neste caso em particular, não. A sobremesa foi uma Sopa de Morango, cujas expectativas foram completamente defraudadas... era demasiado líquida, com natas a mais e morangos a menos. Salva-se o Chá Verde fresco que foi elaborado e apresentado como um Cocktail e que estava mesmo muito bom.

Enfim, em jeito de conclusão, o espaço ficou famoso nos tempos de Agnaldo Ferreira (ver post do Yakuza) e a qualidade mantém-se, isto não está em causa. Também não se pode deixar de pagar por isso, porém, o Estado Líquido não faz mais do que outros restaurantes de Sushi já descritos neste blog. Se não fosse a dita promoção, duas pessoas pagariam quase 70 € por uma "entrada", um Sushi to Sashimi de 36 peças, uma sobremesa e dois chás, apenas porque antigamente tiveram um grande chef e pelo facto do espaço ser realmente apelativo (tal como o site de Internet). Qualquer guia de restauração de Lisboa indica meia dúzia de restaurantes de Sushi que fazem igual por menos dinheiro, ou, melhor pelo mesmo valor. Atenção, nem sequer estou a considerar os "sushineses" que infestam a cidade, por isso, o valor que o Estado Líquido cobra é um pouco excessivo. Em tempos de crise, em que jantar fora é um luxo e em que as pessoas "contam os tostões", estes preços são superiores aos da oferta. Faz sentido ir ao Estado Líquido para aqueles que querem ser vistos, ou, para quem quer aproveitar uma promoção e assim experimentar o restaurante. Mais do que isto, sinceramente, não justifica.

data da visita: 25.maio.2012
preço por pessoa: 18,17 € (com o dois por um)

Estado Líquido - Fusion Sushi
Largo de Santos, 5A, Lisboa

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lisboa Restaurant Week - Tertúlia do Paço

Sem perder mais uma edição da Lisboa Restaurant Week (LRW), decidimos experimentar o Tertúlia do Paço. Este restaurante sempre seguiu o do chefe ao chef, pelo menos no Facebook, tendo sugerido, nesta rede social, que os visitássemos a propósito deste evento. Como a curiosidade falou mais alto, lá fomos nós em mais uma expedição gastronómica que agora partilhamos.

Desenganem-se os que (como alguns de nós) pensam que este restaurante fica no Terreiro do Paço - fica sim, algures,  entre Telheiras e o Lumiar. Situado num bairro típico desta zona de Lisboa, i.e., prédios de habitação com áreas consideráveis, espaço para estacionamento, árvores e parques infantis q.b. e um comércio local insípido, o Tertúlia do Paço oferece uma pequena entrada coberta com um toldo (um estilo que nos faz lembrar os restaurantes franceses).

(foto daqui)

Lá dentro, destaca-se à entrada, o enorme aquário de marisco vivo, com a sala de refeições ao fundo do restaurante. À média luz, uma sala de tamanho razoável, com uma decoração que se pretende clássica, mobiliário e soalho em madeira e alguns detalhes em dourado. A vista para as barreiras de som do Eixo Norte-Sul não é estonteante, mas o Tertúlia do Paço é um restaurante e não o miradouro de São Pedro de Alcântara. A música ambiente também não era, de certeza, a que mais se adequava aos nossos gostos pessoais.

(foto daqui)

O facto de apenas duas mesas estarem ocupadas (além da nossa), e também o silêncio, por momentos sepulcral, que se fazia sentir não tornou o ambiente de todo descontraído. A impressão de que não podíamos falar para além do volume do sussurro é algo desconfortável. O ambiente ajudou a que um atendimento que se pretendia atencioso, por vezes, se tornasse intrusivo. Talvez com mais mesas por servir, o atendimento prestado pelos empregados (trajados com um colete e laço excessivamente formais) pudesse ser mais discreto e algumas falhas que se verificaram passassem despercebidas, como, por exemplo, a hesitação sobre a ordem em que se serviram os pratos, ou, o uso excessivo de diminutivos. Certamente que com meia casa ocupada não nos teria sido possível ouvir a conversa vinda da cozinha (desenquadrada do estilo do restaurante).

O menu, como é habitual neste evento, foi criado especialmente para a LRW e tem opções limitadas (menu completo aqui), no entanto, no Tertúlia do Paço até nos pareceram bastante adequadas e apelativas.

Para entrada, todos escolhemos os Cogumelos Frescos Recheados com Presunto e Queijo Gratinado. Eram bons, mas nada de especial... no geral, tinham um sabor pouco apurado. O que os tornava bons era, mesmo, o facto de todos gostarmos muito de cogumelos.

Nos pratos principais, embora por acaso, escolhemos opções diferentes...

d. experimentou os Filetes de Polvo com Migas de Feijão Frade, e gostou muito. O polvo estava extremamente macio e bem confeccionado. As migas, apesar de boas e de serem um acompanhamento que ligava bastante bem com o polvo, tinham dois "senãos" - pedras de sal pelo meio, o que não facilitou a degustação (não eram muitas, mas existiam), e a quantidade, que devia ser ligeiramente menor (o feijão enche muito).

g. pediu o Medalhão de Cherne com Molho de Camarão e Batata Dourada. O prato era saboroso, estando o cherne macio e o molho de camarão com um sabor apurado. No entanto, não houve nada de novo nem original neste prato, ficando a sensação que podia ser facilmente replicado em casa.

j. escolheu o Lombinho de Porco Preto à Bulhão Pato e não se arrependeu. O sabor era bom, a carne macia, as ameijoas sem areia e os acompanhamentos adequados e bem confeccionados. A única questão a apontar, é mesmo a quantidade de molho, que, por ser bastante, tornava o prato pesado.

f. decidiu-se pelo Tornedó à Terra e Mar (com Cogumelos Frescos e Camarões). Destacou-se a carne, que era de boa qualidade e bem confeccionada (mal passada como se esperava, ainda que não tão mal passada como f. gosta). Os acompanhamentos, por outro lado, não estavam à altura da carne servida. O folhado e o esparregado não pareciam home made e os cogumelos não pareciam frescos.

Para sobremesa...

j. e g. provaram o Apfelstrudel, o Gelado de Baunilha e a Canela. Estava à altura das expectativas. Talvez não tenha sido o melhor Apfelstrudel que já comemos, mas era bom.

d. e f. optaram por O Pudim de Maracujá... que, na verdade, não era mais do que uma tira de pudim (com uma textura de pudim instantâneo indiscutível) regado com um molho de maracujá. Podemos dizer que o molho era interessante... quanto ao pudim, não há muito mais a acrescentar.

O Tertúlia do Paço tem aspectos positivos e negativos, uns, obviamente, mais importantes que outros.

Em primeiro lugar, no geral, a comida é boa, o que é um ponto fundamental. É verdade que a qualidade de alguns acompanhamentos dos pratos principais foi discutível, mas compreendemos que pode resultar da ideia partilhada por alguns restaurantes de que a qualidade pode ser diminuída em eventos tipo LRW, uma vez que os preços são mais reduzidos. Damos o benefício da dúvida a um normal período de funcionamento, e por isso consideramos a comida um aspecto positivo.

Por outro lado, consideramos que o restaurante está desenquadrado... no ambiente, no serviço e no preço, ou, melhor dizendo, na conjugação de todos estes factores. Num bairro residencial como aquele onde o Tertúlia do Paço está localizado, as pessoas procuram um ambiente descontraído, onde podem apreciar boa comida, uma saborosa Sapateira ou um suculento Bife na Pedra, na companhia da família ou amigos, a um preço acessível. Temos dúvidas se o ambiente formal é "a praia" do Tertúlia do Paço. Os empregados estarão assim tão à vontade para o tipo de serviço que pretendem prestar? Os pratos estarão todos ao nível do tipo de cozinha que pretendem servir? A decoração do restaurante é coerente no seu conjunto? Focando-nos no aspecto preço, e tendo em conta que na Lisboa Restaurant Week os menus são mais acessíveis, 31 € / pessoa (bebidas não incluídas no menu LRW) não será um valor demasiado dispendioso?

Sem querermos pretender ser algo que não somos, na nossa opinião, talvez o Tertúlia do Paço pudesse apostar num "downgrading", que é como quem diz - apostar naquilo em que são bons (qualidade da comida), e deixarem-se de formalismos excessivos e acessórios.

Não valerá a pena repensarem o que são e o que podem ser, ao invés do que sonhavam ser?  

data da visita: 17.maio.2012
preço por pessoa: 31 € (LRW)

Tertúlia do Paço
Rua Fernando Lopes Graça, 13 A, Lisboa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pedro e o Lobo

Em mais um jantar do chefe ao chef comigo, f., j. e d. reunidos para um belo serão de amena cavaqueira desfrutando de um bom jantar escolhemos um restaurante que todos queríamos visitar: Pedro e o Lobo.

(imagem do site)

Eu gosto do nome do restaurante (até porque gosto da sinfonia do Sr. Prokofiev) e só por isso já o queria experimentar.

Fui o primeiro a chegar e fui logo abordado por uma empregada (responsável de sala?) que me perguntou se eu tinha reserva e se poderia guardar o meu casaco. Como cheguei primeiro fui convidado a esperar no bar acompanhado por uma bebida. Até aqui tudo bem e como eu acho que deve ser. Quando os restantes bloggers chegaram fomos acompanhados à mesa, do outro lado da sala do restaurante, para iniciarmos a nossa experiência. A decoração revela muito bom gosto, sendo simples e sofisticada (mais um ponto a favor).

Depois de uma olhadela à carta, optámos pelo menu de degustação, o que já vem sendo hábito para os nossos encontros. O menu começou bastante bem, com um amuse bouche que cumpriu o seu objectivo: entreteve a boca. Esta entrada foi leve, fresca e fácil de gostar.

De seguida um prato original, que nos surpreendeu quer pela mistura quer pela forma como foi confeccionado e apresentado: ovo verde, alho francês e pipoca de salsa, uma ideia original e muito bem concretizada (gostámos da utilização das pipocas).

Após o primeiro prato foi servida uma Terrina de Porco, com maionese de aipo, confit de rábano e maçã osmotizada. Este prato foi, provavelmente, o melhor dos pratos principais.

O prato seguinte foi um Pargo de Linha, concentrado dos seus sucos, mandioca, tapioca e funcho do mar, o que se concretizou numa grande mistura e gerou um conjunto de caras a espelhar um “o que é isto?”. Reconhecemos que mandioca é um alimento difícil de preparar, pois, apesar de muito nutritivo, não tem um grande sabor,  mas, na nossa opinião, esta mistura é um pouco estranha e poderia ser trabalhada.

Por último foi servido Rabo de Boi Meloso com salsifi glaceado e rúcula, que tal como o nome indica estava bastante meloso, tornando-se um pouco enjoativo e pesado.

Para terminar, foi servida uma pré-sobremesa e o momento alto da noite: a sobremesa! Para quem não é muito guloso está feito! Mas para quem é (como eu), fica muito contente: mousse e sablé de chocolate, caramelo e doce de leite!

(ver foto aqui)

A mousse de chocolate é espessa e forte, mas não enjoa porque a quantidade não o permite. No ponto! 

O jantar foi acompanhado por um Cartuxa 2009, tinto, a copo, cerveja, um cocktail (Lovely Jubbely) e água.

Ficam duas notas:
O serviço é cinco estrelas com empregados simpáticos e atenciosos, no entanto, o tempo de espera entre os pratos foi excessivo, ao ponto de um dos empregados pedir desculpa pelo tempo que o prato estava a demorar.
Na generalidade os pratos são bons, mas não foram fantásticos, sendo que alguns deles são mesmo estranhos, quer pelo sabor quer pela consistência da comida.

Ou a nossa expectativa era muito alta, ou o menu de degustação não esteve à altura. É diversificado, tal como deve ser, mas nenhum prato ficou na memória como sendo fantástico e como sendo um must do em Lisboa, e, sinceramente, eu pensava que iria encontrar um prato que me iria arrematar! É de louvar a novidade e a diversidade oferecida, mas “faltou-lhe um bocadinho assim”…

De qualquer forma, a experiência tem um saldo positivo, e congratulamos o Pedro e o Lobo pela sua existência e pela experiência que oferece a quem o visita.

data da visita: 04.maio.2012
preço por pessoa: 29,84 € (com o dois por um)
preço por pessoa: 52,49 € (sem o dois por um)

Pedro e o Lobo
Rua do Salitre, 169, Lisboa

sábado, 12 de maio de 2012

Breves: Anthony Bourdain em Lisboa - A "Crítica"

Ok, temos de finalizar este capítulo... Primeiro anunciamos que o Bourdain vinha a Lisboa, depois publicamos o raio do programa, agora acho justo fazermos uma breve apreciação ao mesmo.

O programa centrou-se na Lisboa de hoje, como reflexo de um país em crise e a convivência na cidade entre o antigo e o moderno. A dualidade antigo/novo, ou tradicional/moderno, foi demonstrada através da culinária, da cena musical lisboeta, nas conversas sobre o Portugal do Estado Novo vs. actual, entre outros temas.

Fora do âmbito gastronómico, a principal mensagem que passou e julgo que aí o programa foi bastante positivo, é que Portugal está em mais uma mutação económica e social. O país constantemente ao longo da sua História ultrapassou crises económicas e sociais, algumas delas há uma ou duas gerações atrás. A grande diferença nesta crise quando comparada com outras, não está na capacidade de a superarmos, mas sim no facto do país estar mais dependente de factores económicos externos (os tais mercados...) sobre os quais não tem qualquer tipo de controle. Em todo o caso, as crises apesar de dolorosas são momentos de mudança e a maior mudança que podemos fazer é a da mentalidade. O consumo desenfreado e com isso a mania do "estrangeiro é que é bom" abrandaram consideravelmente. O consumo de produtos nacionais é muito mais promovido actualmente, a começar pela Grande Distribuição (apesar de algumas práticas...), não apenas pelo factor baixo preço, mas principalmente porque são nossos e são bons. Outra mudança de mentalidade é o largar do peso do passado. Há uma diferença entre o discurso do Lobo Antunes e o do José Diogo Quintela, ou os Dead Combo. O passado recente não pode ser esquecido, mas o discurso das agruras do Estado Novo e das conquistas de Abril já teve o seu tempo e as novas gerações pedem um futuro...


No âmbito gastronómico, o ponto forte do programa foram os chefs Sá Pessoa e José Avillez lambusarem-se numa marisqueira de culto de Lisboa, daquelas à antiga, com marisco de altíssima qualidade (desde percebes a lagostins) e um prego no final. Atenção, dois chefs da nova geração comerem um prego e beberem imperiais não é um contra-senso, é apenas gostar de comer e isso é importante que seja transmitido. A participação do chef Ljubomir Stanisic pareceu-me fraca, principalmente no seu restaurante. Sinceramente, pelo aspecto, os seus pratos ficaram atrás de outros que foram sendo mostrados ao longo do programa, como por exemplo, os pratos de atum e sardinha em lata. O tempo dado ao chinquilho pareceu-me excessivo, podendo ter sido aproveitado para comer uma valente sardinhada (há quem goste...), ou o ex-libris lisboeta, os pastéis de Belém. O momento no Alma com o José Diogo Quintela já foi um pouco mais do mesmo, mas pelo menos comeu-se um bom bacalhau. Por fim, a mensagem final é a relação que se estabelece entre as pessoas e a comida, sendo que uma bifana frita em óleo nojento pode simplesmente saber bem.

É impossível em 40 minutos de programa mostrar-se tudo o que há de bom e de mau em Lisboa, o que é totalmente moderno, ou tão tradicional que até parou no tempo. O importante é que Lisboa e consequentemente o país, tiveram 40 minutos de exposição a um público internacional ávido de conhecer novas realidades e de ter novas experiências. Há-que aproveitar, os Dead Combo que o digam...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Chili's

Já há algum tempo que andava a ser desafiado para ir ao Chili’s jantar e beber umas Margaritas (ou será o contrário? beber Margaritas e já que ali estava, jantar?). Quando organizei um jantar com uns amigos para uma sexta-feira surgiu a oportunidade de finalmente experimentar o restaurante. Parte do grupo era repetente e conhecedor das maravilhosas Margaritas e outra metade estreantes (como eu)!

O restaurante fica em telheiras, o que é um pouco chato... porque se bebermos muitas Margaritas temos que voltar para o centro da cidade de táxi... sim, sou adepto do “se beber não conduza”!

(foto do site)

O restaurante fica no primeiro andar, estando o rés-do-chão destinado ao bar. O espaço tem uma decoração muito original (original no sentido de diferente, pelo menos dos restaurantes de Lisboa), baseada em restaurantes do Texas, cultivando a cultura americana pop da restauração: sofás junto às mesas, hambúrgueres e comida mexicana, num espaço confortável e alegre. Enfim, pertence à cadeia do Chili’s, portanto o conceito é totalmente decalcado sendo muito semelhante aos restantes Chili’s do mundo.

Começo pelo mais importante: as Margaritas! São de facto muito boas! Eu bebi a Margarita presidente, e pedimos uma Margarita para dois copos. Foi servida num shaker e com dois copos de pé alto com sal (tal como a lei das Margaritas manda!), mas não são muito fortes, sendo mesmo bastante doces, por isso bebem-se como se fossem limonada.

Os pratos são os típicos e muito calóricos bifes, hambúrgueres, tacos, fajitas.

Cheio de inspiração mexicana pedi uma fajita de Cogumelos com Frango. E estava MUITO boa! Foi servido numa chapa quente onde foram salteados os cogumelos (frescos) com muita cebola, pimento, bacon, queijo e frango juntamente com um prato com guacamoles, pico de gallo e creme azedo, enfim, o típico. Mas muito bom!

As quantidades são grandes. Para três pessoas dois pratos chegam! Até porque depois há a sobremesa…

Como sobremesa pedimos um Molten chocolate cake, um queque de chocolate tipo fondant com gelado de baunilha coberto com chocolate! Hummm... e um chocolate chip Paradise pie. Ambas as sobremesas são bem grandes e só recomendáveis para pessoas muito gulosas com boa capacidade de resistência a muito açúcar!

O serviço é bom, com empregados simpáticos e prestáveis!

Apenas um ponto que convém salientar, para o tipo de restaurante e para o tipo de comida em questão... é um pouco “over the budget”.

Eu gostei desta experiência, e vou repetir! Nem que seja pelas Margaritas!

data da visita: 04.maio.2012
preço por pessoa (jantar grupo): 27,20 €

Chili’s
Rua Professor Francisco Gentil, Telheiras, Lisboa