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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Estoril Mandarim

Tínhamos este cartão Time Out 2por1 para gastar, mas estávamos hesitantes... Será o Estoril Mandarim um restaurante chinês assim tão diferente que compense a viagem até ao Estoril e o facto de ser mais caro? Fomos à descoberta!

O Estoril Mandarim pretende trazer para Portugal a alta cozinha da região de Kuong Tong, sendo muito famoso o seu pato à Pequim (recomendado pela Time Out). 
Ora, se este é o prato estrela, decidimos pedi-lo. Composto por um animal de cerca de 2,400 kg, é dividido em duas partes: a primeira onde é servida a pele estaladiça do pato para ser degustada envolvida em massa fresca (e molho agridoce para quem quiser). A seguir, a carne é servida como segundo prato, fatiada ou enrolada em alface. 

Não deixando de ser um restaurante chinês (com o centro da mesa rotativo) pedimos outros pratos para partilhar:
- chao min de vaca: estava bastante saboroso e com tudo o que se espera que seja um chao min de vaca;
- porco panado com castanha de água: um prato que nenhum de nós conhecia e que pedimos para experimentar. Foi uma pequena decepção porque não tinha sabor nenhum;
- gambas com ovos: se era suposto ser um prato chinês, para nós não passou de uns ovos mexidos banais, sendo possível encontrar melhores opções noutros locais;
- arroz chau chau com clara de ovo e espargos: decidimos inovar, também, no pedido do arroz, mas, mais uma vez, esta mistura não tinha nada de extraordinário nos sabores;
- galinha frita com sésamo e molho de limão: um prato de sabor muito suave (para alguns quase sem sabor), mas não era mau.

Em resumo, nenhum dos pratos nos surpreendeu, nenhum dos pratos nos pareceu de qualidade muito superior aos encontrados em outros restaurantes chineses e, obviamente, nenhum dos pratos mereceu o dinheiro que por eles pedem.

Para sobremesa, optámos pelos típicos banana e ananás fa-si. Estavam ambos bons e muito bem confeccionados. f. pediu, ainda, um pudim de manga, cuja consistência se assemelhava a um pudim instantâneo, mas cujo sabor genuíno a manga e os pedaços desta fruta lá no meio, o fizeram acreditar ser um pudim a sério.  

A acompanhar a refeição esteve o vinho tinto Duas Quintas 2008, consistente e intenso - bom, muito bom. Quem não bebeu álcool ficou-se pela água porque a coca-cola, pedida por duas vezes, nunca chegou ao seu destino.

O serviço, cordial desde o momento em que chegámos, perdeu o brilho (e o brio) no final da refeição, onde até ouvimos uma "boca" foleira por causa de usarmos o cartão Time Out, tendo mesmo sido pressionados para sair rapidamente. Ficamos sem perceber porque é que um restaurante que adere a estas promoções depois trata desta forma inferior os clientes que a elas aderem (nunca antes nos tinha acontecido, felizmente).

Considerando a qualidade nada extraordinária e este triste final de refeição, para nós, o Estoril Mandarim não passa de um restaurante chinês (mesmo) muito caro, até para quem decide usar alguma promoção. Um conselho... guardem o investimento para outros restaurantes que façam por merecer o dinheiro pago pelos clientes.

data da visita: 13.abril.2013
preço por pessoa: 22,35 € (com desconto 2por1)
preço por pessoa: 35,00 € (sem desconto 2por1)

Estoril Mandarim

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Grande Palácio Hong Kong

(imagem do site)

Um restaurante chinês onde os chineses vão jantar.

Esta frase diz tudo. Na minha humilde opinião, este é o restaurante onde encontramos a melhor comida chinesa em Lisboa (pelo menos dos restaurantes que eu conheço!). E melhor, neste restaurante encontro comida chinesa muito semelhante àquela que encontrei em Macau e Hong Kong, este é um restaurante com verdadeira comida chinesa indo muito além das “Galinhas com Amêndoas” (que não me lembro de ver no menu...). Aliás, ao entrar no restaurante e ver que a frequência é composta essencialmente por orientais serve como indicador que a comida é boa.

O restaurante não é o mais cómodo (as mesas são corridas, e portanto há o risco termos uns vizinhos do lado menos agradáveis) e a decoração não é cativante (atrevia-me a dizer que é mesmo descuidada).

O serviço é bom, ou seja, os empregados falam um pouco de Português, o suficiente para entenderem o pedido e são simpáticos (para o restaurante em questão, não se espera um nível de serviço superior).

Mas o que verdadeiramente interessa no restaurante é a comida! E quanto à comida este restaurante é muito bom!

Claro que podia falar do maravilhoso Pato à Pequim, que sem dúvida têm de experimentar, mas nesta minha última visita optei por um Hong Kong revival e fiquei pelos “dim sum” e pelos “dumpling”.

Nesta refeição optámos por pedir vários pratos que seriam classificados como “entradas”, mas que na verdade são refeições e são óptimas refeições!

Para começar pedimos duas sopas: Sopa de Marisco com Tau Fau e Sopa de Camarão com Milho. Ambas as sopas têm uma consistência um pouco estranha, meio viscosa, mas muito saborosas com pedaços de marisco e tofu ou camarões com pedaços de “baby corn” (as sopas são servidas muito quentes, por isso é melhor aguardar para poderem saborear convenientemente este prato).

Seguidamente optámos por Raviosis de Gambas, que são pequenas bolas de massa de arroz (transparente) cozidas a vapor com recheio de gambas (óptima forma de abrir a refeição) e Fan Kor Aus Zechan, que têm uma massa muito semelhante aos Raviosis de Gambas, mas um pouco maiores (de tamanho) e o recheio de carne (diria de porco), amendoins e com um molho com um sabor quente, um pouco estranho, mas agradável.

Os Rolos de Farinha de Arroz, que são como um folhado (com massa filo) com recheio de gambas mas enrolado em massa de arroz transparente com molho de soja, são uma combinação diferente e saborosa.

Mas neste restaurante não se pode perder o pão chinês!

Pão Chinês com Galinha, que são bolas de uma massa branca (um pouco sem sabor), cozidas ao vapor, com um recheio de uma massa de galinha bem condimentado e saboroso.
E por fim o meu favorito: o Pão Chinês com Carne de Porco e Mel … provoca uma gula de comer mais um e depois outro… O pão, é novamente a massa branca, sem muito sabor, cozida a vapor, mas combinado com o recheio de pequenos pedaços de porco cortado aos cubos com um molho castanho avermelhado, que apesar de intensamente doce não enjoa e é de chorar por mais!

E como estamos num restaurante chinês para beber: Chá chinês!

Como dá para perceber, recomendo este restaurante! A comida é muito boa! E para quem mora em Lisboa, é logo ali (!!!), no centro da cidade, na esquina da Pascoal de Melo com a Avenida Almirante Reis.

Mas por favor, não façam pedidos sem sentido como já me aconteceu presenciar… Uma família, neste restaurante, pedir comida simples porque não gostam “nem de picantes nem de grandes misturas”! Por isso queriam galinha grelhada simples com “arroz chau chau” simples! Tenham noção! Se vão para um restaurante chinês têm de ter a mente minimamente aberta.

data da visita: 01.janeiro.2012
preço por pessoa: 14 €
(normalmente o preço pago por pessoa é superior e ronda os 20 €)

Grande Palácio Hong Kong
Rua Pascoal de Melo, 8 A, Lisboa