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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pizzaria Luzzo

Em tempos de hamburguerias há que procurar alternativas. As pizzas são sempre uma escolha segura e, felizmente, existem em Lisboa múltiplas alternativas que valem a pena conhecer. Em plena Rua de Santa Marta abriu em 2014 a Luzzo. Depois de várias visitas, eis a minha opinião.

O restaurante
Decoração industrial. Combina a madeira com a simplicidade de um ambiente acolhedor. A luz é média e convida à conversa. Seja num almoço a dois, ou num jantar de grupo, a Luzzo sabe receber-nos. Na Primavera ou no Verão o pátio interior é bastante simpático, porém costuma estar lotado.
No arranque o pedido era feito em tablets. Uma solução que se deve ter mostrado pouco eficaz. Em boa hora foram adoptadas as ementas em papel. Neste caso, a tradição vingou perante uma evolução pouco vantajosa.
A ementa
As pizzas são estrelas de uma ementa simples. Não confundamos a simplicidade com limitação. As opções são variadas e diferenciam-se de outros restaurantes. Nas entradas, a focaccia é a estrela. O tempero combina na perfeição com o azeite que vem para a mesa e que abre o apetite para as pizzas de generosa dimensão que se lhe seguem.
Como disse, as pizzas da Luzzo têm combinações diferentes das tradicionais. Sempre que lá vou costumo ficar-me pela Comandante Cousteau que combina os lombos de atum braseado com as azeitonas verdes. É possível pedir para combinar pizzas entre vários pedidos ou dividir. Ideal para viajar pelas várias opções disponíveis.
A sobremesa é uma etapa sempre dispensada. O espaço disponível apenas serve para a bolacha de canela que costuma acompanhar o café delta que pode ser servido on the rocks.
O serviço
Staff jovem e eficaz. Simpático, está perfeitamente enquadrado com o ambiente da Luzzo. Nunca tive nada a apontar ao serviço. Mesmo em alturas mais movimentadas, com os almoços de semana, apesar da demora na entrega das pizzas, não existe qualquer defeito que tenha sido relevante.

Veredicto
A Luzzo é uma pizzaria diferente. Está no meu top 10 do género em Lisboa e se não conhece vale a pena a visita. A relação preço/qualidade é bastante boa e vale sobretudo pela oferta diferenciada das pizzas. Por costumar estar cheia, recomendo reserva antecipada. Se não o fizer arrisca-se a esperar para conseguir mesa.

preço por pessoa: 15€

Pizzaria Luzzo
Rua de Santa Marta, n.º 37 e 37 A, Lisboa

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Popolo

Ideias para o almoço eram bem-vindas. TimeOut em cima da mesa. Numa das páginas a referência ao Popolo. Boa pinta. Vamos lá.
Existe uma nova vida na zona do Cais do Sodré e da Avenida 24 de Julho. O plano de revitalização da Câmara Municipal de Lisboa para a zona está a dar frutos. Novos espaços começam a brotar e existe agora mais um polo de atração para onde vale a pena irmos.

O restaurante
O Popolo situa-se em plena Avenida 24 de Julho, na esquina em frente ao IADE. As letras inspiradas nos anos 50 anunciam um restaurante de decoração cuidada que nos remonta a espaços industriais. Sala ampla, com uma mezzanine que convida a refeições descontraídas. A música ambiente, no volume ideal, aconchega.

A carta
O Popolo serve pratos descontraídos de inspiração italiana e americana. Os hamburgers misturam-se com as pizzas. A grande inovação deles chama-se Burguesa é uma pizzeta. Para ajudar à compreensão, trata-se de uma calzone que envolve o hamburger. A combinação dos ingredientes resulta num hamburger suculento que se mistura com o molho de tomate, o queijo e o salame.
A acompanhar uma pequena salada com rúcula e tomate cherry e um cesto de batatas fritas. Os preços fixam-se entre os 7 e os 10 euros.
Servidos em tábuas de madeira, os hamburgers ou as pizzas, tudo tinha um óptimo ar. A escolha da Burguesa revelou-se acertada, embora a cobiça pelos pratos das mesas ao lado deixe a vontade em regressar para conhecer a restante oferta.
Pizzeta Burguesa
O serviço
Dada a azáfama que Lisboa começa a revelar em descobrir novos espaços optámos por reservar mesa. Acredito que é aconselhável. Embora existam muitas mesas, a reserva garante que se evitam filas de espera. Todo o staff foi eficiente e educado. Não é um serviço extraordinário, mas não cumpre bem o que é esperado. Destaque para a simpatia com que fomos recebidos.

Veredicto
O Popolo é mais que "yet another burger restaurant". Tem uma atmosfera cosmopolita e mais adulta que as outras hamburgerias. Para quem estiver por aquela zona é uma alternativa mais que recomendável ao Mercado da Ribeira. A relação preço-qualidade é justa. Vale a pena conhecer.

preço por pessoa: entre os 12 € e os 15 €

Popolo
Av. 24 de Julho, 50, Lisboa

domingo, 19 de abril de 2015

Máfia das Pizzas

A propósito do jantar de aniversário da dc fomos à Máfia das Pizzas. Li algures, quando pesquisava sobre este restaurante, que era um espaço que trazia para Cacilhas um pouco do Trastevere.

[O Trastevere é uma zona de Roma, famosa porque ainda mantém o seu aspecto original, mas também pela sua agitada vida nocturna, com diversos bares e restaurantes fantásticos e muita animação.]

Fiquei logo entusiasmada, pois foi uma das zonas do Roma que mais gostei e onde encontrei as melhores pizzas que já provei, e posso dizer-vos já que não me senti enganada.
A Máfia das Pizzas localiza-se no centro histórico de Cacilhas, na reabilitada Rua Cândido dos Reis. Para quem, como eu, conhecia esta rua há muitos e muitos anos, foi uma boa surpresa ver o seu estado actual, com vários espaços novos para experimentar e muitas pessoas na rua.

O espaço
O restaurante é grande e tem muitas mesas, mas não se iludam, costuma estar cheio e ter fila à porta. É, também, um local de eleição para jantares de grupo (como era o nosso caso) por isso calculo que seja conveniente fazer reserva para jantar. Num sábado à noite, em que o espaço estava completamente lotado, pareceu-me ser um pouco confuso e barulhento, mas faz parte do ambiente.
Destaco ainda, à entrada, os fornos de lenha, cujo calor e o cheiro nos abrem o apetite e nos transportam para uma qualquer pizzaria tradicional italiana.

A ementa
Como seria de esperar, a oferta de pizzas é vasta. Há pizzas para todos os gostos, mais ou menos tradicionais, mais ou menos italianas, e ainda outras bem portuguesas com ingredientes como farinheira e morcela. São pizzas de massa fina e estaladiça, recheadas com dois ou três ingredientes principais, à semelhança do que se faz em Itália.
Eu sou fã deste tipo de pizzas... já tive a oportunidade de provar várias em diversos restaurantes e, por isso, é com certeza que digo que estas são fantásticas. Gostei mesmo muito. São saborosas, gulosas e de comer e chorar por mais (mas basta uma, que a quantidade é mais do que suficiente).

O serviço
Apesar do restaurante estar cheio, o serviço foi rápido e eficiente. Não posso dizer que tenha sido extremamente simpático, mas foi, sobretudo, profissional.
A nossa mesa era de 12, e, muito pouco tempo após o pedido, as pizzas chegaram, quentes e sem enganos. Pareceu-me que estão habituados a ter "a casa cheia" (e ainda bem).

Em resumo
Recomendo! É o sítio ideal para um jantar de amigos. Tem uma óptima relação qualidade/preço. A zona é agradável e está na moda.
Espero, no entanto, que não seja uma moda passageira e que as pessoas saibam que há vida para além de Lisboa. Em Almada, começa a existir uma oferta gastronómica mais moderna e apelativa... as mudanças são evidentes.
Sim, vale a pena atravessar a ponte.

data da visita: 18.abril.2015
preço por pessoa: 13,50 € (varia entre os 12 € e os 15 €)

Máfia das Pizzas
Rua Cândido dos Reis 81, Cacilhas, Almada

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DiCasa

Um dos restaurantes que mais frequentava há uns anos atrás e que gostava muito era o “DiCasa”. Este fim-de-semana decidi voltar para relembrar as pizzas de massa fina com ingredientes frescos que tanto gostava!

Para sábado à noite, este restaurante é muito popular, e recomendo reservar mesa, caso contrário correm o risco de esperar algum tempo para conseguirem um lugar.
Como já conheço a dinâmica do restaurante, tínhamos mesa reservada e quando chegámos somente aguardámos um ou dois minutos, o que apreciei bastante (quantas vezes mesmo com mesas marcadas temos que esperar dez minutos ou mais?).

O espaço do restaurante é muito agradável (a decoração é muito simpática), e, numa noite tão fria como aquela, a temperatura lá dentro era muito acolhedora! O serviço foi prestado com simpatia, rapidez (dentro do possível… estou a falar de um sábado à noite com restaurante cheio) e sem erros, o que pesa muito a favor deste restaurante.

Assim que nos sentámos, encontrámos na mesa Grissinis, que podemos comer para entreter enquanto não vêm os empregados com os menus, ou mesmo enquanto escolhemos o que vamos pedir.
Para entrada pedimos o típico pão de alho – massa das pizzas (muito fina) no forno com alho, regado com azeite e alecrim, e Bruschettas – na minha opinião trazia demasiado tomate.. e a mistura de tomate cherry com tomate normal aos quadrados (demasiado grandes) tira um pouco do brilho a esta entrada.
As entradas foram boas, mas não foram espectaculares, principalmente as Bruschettas, que poderiam ser diferentes na sua confecção e apresentação.

Quanto aos pratos principais pedimos duas pizzas Funghi, uma Calzone, e uma Lasagna.

A minha tara por cogumelos já é conhecida, como tal, naturalmente uma das pizzas Funghi era para mim.
As pizzas têm massa muito fina e estaladiça, tipo papel, e no meu caso, era acompanhada com molho de tomate, basílico, queijo mozzarella e cogumelos frescos (muito importante! Cogumelhos frescos!). A pizza estava boa, no entanto admito que faltava um pouco mais de molho de tomate para ser perfeita. De qualquer forma, os cogumelos que estiveram pouco tempo no forno, com o seu sabor fresco e suave, fazem desta pizza uma das minhas favoritas.

Para beber, uma sangria de espumante.. Doce, leve e fácil de beber.

Para sobremesa, algo que se revelou uma surpresa muito agradável! Mousse de chocolate branco com topping de morango. A mousse de chocolate branco, doce (mas não enjoativa) e suave, com pedaços de chocolate branco no meio da mousse, e com o contraste do sabor intenso do topping de morango, fazem a combinação perfeita para fechar a refeição.

Em resumo, se querem um restaurante onde o serviço é bom, com comida italiana saborosa, pagando um preço simpático, este restaurante é sem dúvida uma óptima opção!

data da visita: 04.Fevereiro.2012
preço por pessoa: 18 €

DiCasa
LISBOA / INFANTE SANTO
Avenida Infante Santo, nº 13
1350-175 Lisboa
Telefone: 213 941 388
http://www.dicasa.pt/

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Nosolo Italia

Mais um, entre tantos restaurantes italianos pela cidade de Lisboa fora. Hoje, num almoço de um quase normal dia de trabalho, visitei o Nosolo Italia em Belém.
Este restaurante é, na verdade, um franchising que teve origem no Algarve e que já tem quase 30 anos de existência.

(foto daqui)

Ambiente e Serviço
Muito bem instalado no espelho de água de Belém, em dias de Sol parece ser o lugar ideal para se estar. O staff era educado e o serviço muito rápido e eficiente.
Uma nota menos positiva para o sistema de conta - entregam-nos um papelinho com o número da mesa e mandam-nos ir pagar ao balcão. O que, com uma mesa de 6, que era o caso, causa uma enchente de pessoas ao balcão que me parece desnecessária. Em horas atarefadas, nem quero imaginar (mas pode ser que tenham outro sistema). A menina que estava a receber os pagamentos, apesar de os estar receber, estava com cara de "todos lhe devem e ninguém lhe paga", o que era escusado.

Ementa
Por se tratar de um almoço típico de dia de trabalho, não houve grande espaço/tempo para parar e degustar entradas ou sobremesas. 
A carta é extensa, apresentando uma larga variedade de Pizzas, Pastas e Saladas, entre outras opções mais comuns (omeletes, bifes, pratos para crianças...)
Acabei por arriscar uma Pizza Aveiro, com espinafres, queijo chévre, mel e nozes. Uma boa mistura, mas a precisar de alguns afinamentos - a base da pizza estava demasiado dura, tornando-a difícil de cortar, mesmo estando a usar uma faca daquelas que supostamente corta tudo; as nozes deviam ser colocadas depois da pizza sair do forno, para não torrarem, que tudo ficaria muito melhor; e agora, é só a minha opinião, mas tomate seco seria uma adição perfeita a esta mistura. 
Os restantes pedidos foram essencialmente pizzas (todas com óptimo ar), um tagliatelle e uma omelete. Não me pareceu ver caras insatisfeitas.

Em resumo, a localização é excelente, a comida é "ok", embora não seja "wow". O preço é razoável para a oferta. Parece ser a aposta perfeita para um domingo preguiçoso em que não apeteça fazer o almoço, e onde se poderá aproveitar para ficar um pouco mais na esplanada depois de terminar a refeição, só mesmo a aproveitar o Sol.

data da visita: 16.nov.2011
preço por pessoa: 12,25 €

Nosolo Italia
Av. Brasília, 202, Lisboa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MEZZOgiorno

E se estivessem numa boa noite de verão com amigos estrangeiros e eles perguntassem por um restaurante ali na zona (Chiado) onde se pudesse comer outdoors?

Claro que o primeiro pensamento que tive foi: O MEZZOgiorno! Já lá fui algumas vezes, a comida e o serviço é aceitável.

A esplanada do MEZZOgiorno é muito apelativa, um pátio interior no coração da cidade, que partilha o espaço com a esplanada do Fábulas (um café muito giro com um conceito muito interessante), portanto era previsível uma boa experiência.

Ao chegarmos, como não tínhamos mesa reservada, fomos informados pelo empregado que teríamos de aguardar cerca de vinte minutos para nos poder sentar. O que é normal acontecer, quando se visita um restaurante “popular” numa prime location e com preços acessíveis. O que me surpreendeu foi a falta de atenção por parte dos empregados enquanto esperávamos, nomeadamente, o facto de nem sequer perguntarem se estávamos interessados em pedir alguma bebida ou entrada enquanto não tínhamos mesa.

Passados cerca de vinte minutos, conseguimos a mesa e, entre massas e pizzas, todos fizemos os pedidos para o jantar. Quando foram servidas as refeições, todos obtiveram os seus pratos, à excepção de uma massa que não veio (e o tempo que demoraram para preparar as refeições, foi o suficiente para preparar todos os pratos), o que deixou no ar a sensação de um dos pratos não ter sido pedido na cozinha, ou se ter perdido pelo caminho… Quando já íamos a meio da refeição, chegou finalmente o prato desaparecido, com muitos pedidos de desculpas pelos empregados e com uma piada barata do tipo “fez bem em esperar porque este é de facto o melhor prato da casa”, que não compensa em nada o tempo de espera.

Focando no meu prato: Eu pedi uma pizza bastante simples: Molho de tomate, queijo, salami e um dos meus ingredientes favoritos: cogumelos.

A massa da pizza estava “OK”, (não é “pão de ló”, nem é uma massa extra fina), quanto aos ingredientes o queijo e o salami davam cor e sabor à pizza, mas os cogumelos eram quase inexistentes! Na verdade a pizza tinha sete pedaços de cogumelo (que era pequeno e estava bem laminado), o que tornava a situação ridícula. Como gosto muito de cogumelos não podia deixar passar esta situação em branco, pelo que, pedi a atenção do empregado para o facto da pizza apenas ter sete pedaços de cogumelos. A resposta que obtive foi também uma surpresa: “as pizzas no MEZZOgiorno são feitas desta forma, por isso se quiser mais cogumelos na pizza terá que pedir extra cogumelos e será cobrado como ingrediente extra”.

Não pedi cogumelos extra, limitei-me a saborear os pequenos sete pedaços de cogumelo que supostamente, são a quantidade ideal no entender do cozinheiro. Não sou apreciador de verdadeiros mercados nas pizzas, mas quando se indica determinado ingrediente no menu como estando presente num prato, espero conseguir saboreá-lo devidamente e não somente ter uma pequena amostra. Ainda se estivéssemos a falar de trufas? Mas eram cogumelos!

Quanto ao final da refeição, não pedimos sobremesa, até porque por essa altura já não tínhamos nenhum interesse em ficar mais tempo no restaurante, quer pelo fraco serviço obtido quer pela comida.

Moral da história, não tivemos uma experiência positiva e excluí o MEZZOgiorno da minha lista de restaurantes, o que é uma pena, porque este espaço tem potencial para muito mais!

data da visita: 04.ago.2011
preço por pessoa: 15€

MEZZOgiorno
Rua Garret, 19, Lisboa
T.: +351 213 421 500
http://www.pizzeriamezzogiorno.com/

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Guilty by Olivier

Visitámos o Guilty, a nova coqueluche do Chef Olivier. Situado na zona nobre da cidade, como aliás, a maior parte dos restaurantes assinados por este Chef, o Guilty tem mais de bar do que de restaurante. E tudo faz crer que é essa componente mais nocturna que lhe vale os 2.000 fãs com que já conta no facebook.
O Jantar
O tema do menu, à volta dos pecados capitais, enquadra-se que nem uma luva, neste restaurante cujo forte são as pizzas, hamburguers e pastas. A descrição de cada prato não deixa dúvidas de que pelo menos o pecado da gula vamos cometer daí a nada. Uma estratégia de marca bem consolidada.

Para entrada, pedimos uma Tábua Mediterrânica, "composta de rúcula, tomate cereja de rama, com queijos parmesão e mozzarela, e presunto de Parma, fuet, saucisson e foië-gras", e também uma focaccia. Embora tenha cumprido o seu dever, não deslumbrou, em particular a focaccia, bastante fraquinha. O foië-gras que também estava presente deixou muito a desejar, especialmente quando comparado com o do quase vizinho Rubro Avenida.

Para o prato principal, decidimo-nos pelas pizzas, tendo cada um escolhido o seu pecado - Luxúria, Gula, Vaidade e Preguiça. São todas de massa fininha e de aspecto prometedor. A minha, em particular, uma calzone recheada com alheira e grelos, desiludiu porque o equilíbrio entre o recheio e a massa não foi bem feito. Tinha muita massa para o que era suposto ser uma pizza fininha e a mistura de sabores que se esperava do recheio não surpreendeu. A única que reuniu maior consenso como sendo boa e diferente, embora merecesse que lhe retirassem o pepperoni/chourição para ser ainda melhor (não seria enjoativa), era a Luxúria, que contém trufas pretas pelo meio da selecção de queijos. Quando comparadas, por exemplo, com as da Pizzaria Casanova, percebemos que ainda têm muito que caminhar.

A sobremesa foi o chamado "flop". Uma mistura de sabores incompreensível e quase intragável num chamado "nems de maçã". Tinha maçã e uma mistura de limão e hortelã e foi um dos momentos em que senti compaixão pelo Chef Gordon Ramsay quando tem de provar coisas estranhas. E podia ser só de mim, mas não, ninguém apreciou. O coulant de chocolate (ainda bem que pedimos duas sobremesas) salvou o momento, mas não por ser extraordinário - simplesmente porque chocolate resulta sempre, especialmente depois de um flop...

Ambiente, Serviço e Outros Pormenores
À chegada, logo algo que me causa uma urticária profunda - pouca iluminação. Eu odeio comer às escuras, e a iluminação do Guilty, à hora do jantar, é a mesma que servirá o espaço quando este se "transforma" em bar numa hora mais tardia. Ainda tentei pedir à empregada de mesa que acendesse os focos (que existiam, mas aparentemente, só para enfeitar), ao que ela me respondeu que não podia e que tínhamos a vela na mesa. Uma vela, daquelas bem pequeninas, para iluminar uma mesa de quatro. Senhores - é pouca iluminação e não venham com o argumento do estilo, porque não é suficiente. No mínimo, estabeleçam uma hora para se alterar a iluminação do momento restaurante para o momento bar e informem os clientes devidamente.

A decoração é simples e tenta tocar o rústico, sem exageros. Embora não deslumbre (afinal muitas das coisas são IKEA), é acolhedora. No entanto, é pouco funcional - a nossa mesa, em vez de cadeiras, tinha dois cadeirões de 2 lugares, de pele, pesadões, que exigiam que se arrastasse a custo a mesa ou os cadeirões para se conseguir sair - e isto aplicava-se até ao mais elegante de nós os quatro... Ficávamos literalmente "trancados" quando nos sentávamos, o que é pouco agradável.

Infelizmente, sentimos também que há que investir na formação do pessoal de mesa. Ficar de cara fechada face a um pedido que lhe possa parecer incomum não é de bom tom. Tal como não é estender o prato a um dos clientes para que seja ele próprio a colocá-lo na mesa. É verdade, não são erros gravíssimos, mas vamos lembrar-nos que se trata de um restaurante do Chef Olivier, e julgo que não é preciso acrescentar mais.

Ao lado do Sushi Café Avenida, partilha com este alguns dos pormenores - o sinalizador electrónico para chamar os empregados ou pedir a conta, as casas de banho (que ficam loooooonge), e também o facto de não se conseguir perceber se há ou não espaço de não fumadores. Sinalização a respeito de se poder fumar ou não, não está à vista de ninguém. Ficámos sem saber o que nos diriam se pedíssemos uma mesa para não fumadores, mas também ninguém se deu ao trabalho de nos perguntar. Eu sou pouco tolerante a comer com o fumo dos outros, e acho que não sofremos muito com isso, mas estou em crer que algo devia estar mais explícito por ali...

Outro ponto incompreensível é a questão da água. O Guilty anuncia no seu facebook, com muito orgulho e atitude pseudo-ecológica que a água que utilizam é obtida a partir da rede pública, sendo filtrada e purificada para servir aos clientes. E seria tudo muito bonito se eu, como cliente, pudesse optar por uma água engarrafada (não servem!). Porque cobrar 2,00 € por uma garrafa de água da torneira, não disponibilizando outras opções, não é caro, nem é barato, é um assalto à mão armada. E o sabor é simplesmente terrível.

Em termos de preço, é adequado e o expectável para aquilo que se dizia ser uma opção low-cost do Chef Olivier. Em comparação com algumas pizzarias da cidade, porém, há a certeza que por um preço menor se obtém muito melhor qualidade.

Ficámos com vontade de voltar apenas para experimentar o ambiente bar que toda a gente elogia. Para almoçar ou jantar, novamente, não dá muita vontade de regressar. Não é o melhor cartão de visita que o Chef Olivier poderia oferecer. No entanto, não perdi ainda a curiosidade de experimentar, um dia, as especialidades de Olivier no seu habitat natural (Restaurante ou Avenida) ou na sua experiência oriental, o Yakuza.

data da última visita: 18.julho.2011
preço por pessoa: 25 €
referente a: tábua mediterrânica, focaccia, 4 pizzas, 2 sobremesas
eau Gilty, cola, imperial e 1 café

Guilty By Olivier
Rua Barata Salgueiro, 28, Lisboa