quinta-feira, 30 de abril de 2015

Darwin's Cafe

Já estava na to do list há algum tempo, e finalmente lá fomos. Descobri há pouco no site que é gerido pela equipa do LA CAFFÉ, marca de restauração da LANIDOR. 

O espaço
Uma decoração única, desenvolvida à volta da Origem das Espécies de Charles Darwin (o que já se faria adivinhar). É um espaço muito amplo (um enorme pé direito), e, ainda assim, muito confortável. Sendo um restaurante grande (capacidade para 116 pessoas na sala interior e 40 na esplanada), na sala interior a arrumação do espaço está feita com muito espaço entre as mesas.
Uma das coisas que mais me espantou foi o controlo acústico - restaurante absolutamente cheio e a conversa fluía sem qualquer incómodo das mesas vizinhas ou ruído de fundo.
Aconselha-se a reserva prévia de mesa - a maître d' recusou mesas uma vez que já tinham o restaurante completo com reservas naquele dia (uma sexta feira à hora de almoço a meio do mês).

Decoração

A ementa
A ementa de almoço (que pode consultar aqui) apresenta uma série de opções que não nos permite identificar um estilo único - encontramos pastas, risottos, pratos tradicionais portugueses, saladas, carpaccio, tataki... É uma opção de versatilidade que permite servir uma série de apetites/gostos diferentes e que nos parece pragmática.
Decidimo-nos por um Tagliatelline com frango grelhado, legumes chineses, pesto e natas e um Brás de frango com alheira e rúcula, ambos muito bons, que acompanhámos com um Monte da Raposinha.
Da carta de sobremesas, optámos por um Creme brûlée Darwin e pelo Pudim Abade de Priscos. O creme brûlée estava óptimo, tinha uma pêra cozida escondida no creme, e era coberto com açúcar mascavado queimado na hora, o que lhe conferia um crocante delicioso. O pudim, era um pudim de ovos muito bom, mas não tinha a consistência ou textura de um verdadeiro "Abade de Priscos".

O serviço
Nota-se que existe uma forte aposta na formação da equipa de sala, pois existe cuidado e muita atenção no serviço. Melhor que isso, conseguem ao mesmo tempo ser descontraídos e simpáticos, o que só acrescenta ao conforto do restaurante.

Em resumo
Sendo um restaurante de preço mais elevado, poderá reservar a visita para uma ocasião mais especial, mas não deixe de o fazer. Tente apontar para um dia solarengo, para tirar o máximo partido do espaço e da localização junto ao rio.

data da visita: 17.abril.2015
preço por pessoa: 30 €

Darwin's Café
Champalimaud Centre for the Unknown
Av. Brasília, Ala B, Lisboa

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Popolo

Ideias para o almoço eram bem-vindas. TimeOut em cima da mesa. Numa das páginas a referência ao Popolo. Boa pinta. Vamos lá.
Existe uma nova vida na zona do Cais do Sodré e da Avenida 24 de Julho. O plano de revitalização da Câmara Municipal de Lisboa para a zona está a dar frutos. Novos espaços começam a brotar e existe agora mais um polo de atração para onde vale a pena irmos.

O restaurante
O Popolo situa-se em plena Avenida 24 de Julho, na esquina em frente ao IADE. As letras inspiradas nos anos 50 anunciam um restaurante de decoração cuidada que nos remonta a espaços industriais. Sala ampla, com uma mezzanine que convida a refeições descontraídas. A música ambiente, no volume ideal, aconchega.

A carta
O Popolo serve pratos descontraídos de inspiração italiana e americana. Os hamburgers misturam-se com as pizzas. A grande inovação deles chama-se Burguesa é uma pizzeta. Para ajudar à compreensão, trata-se de uma calzone que envolve o hamburger. A combinação dos ingredientes resulta num hamburger suculento que se mistura com o molho de tomate, o queijo e o salame.
A acompanhar uma pequena salada com rúcula e tomate cherry e um cesto de batatas fritas. Os preços fixam-se entre os 7 e os 10 euros.
Servidos em tábuas de madeira, os hamburgers ou as pizzas, tudo tinha um óptimo ar. A escolha da Burguesa revelou-se acertada, embora a cobiça pelos pratos das mesas ao lado deixe a vontade em regressar para conhecer a restante oferta.

Pizzeta Burguesa


O serviço
Dada a azáfama que Lisboa começa a revelar em descobrir novos espaços optámos por reservar mesa. Acredito que é aconselhável. Embora existam muitas mesas, a reserva garante que se evitam filas de espera. Todo o staff foi eficiente e educado. Não é um serviço extraordinário, mas não cumpre bem o que é esperado. Destaque para a simpatia com que fomos recebidos.

Veredicto
O Popolo é mais que "yet another burger restaurant". Tem uma atmosfera cosmopolita e mais adulta que as outras hamburgerias. Para quem estiver por aquela zona é uma alternativa mais que recomendável ao Mercado da Ribeira. A relação preço-qualidade é justa. Vale a pena conhecer.

preço por pessoa: entre os 12 € e os 15 €

Popolo
Av. 24 de Julho, 50, Lisboa

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Velhos Tempos Taberna | Braga

Viajar em trabalho permite-nos descobrir locais únicos. Quem habita nos sítios conhece os recantos secretos onde se levam apenas os amigos ou quem se quer impressionar. Depois de uma longa viagem de carro até Braga e terminada a reunião eis que o anfitrião nos diz: "Vou levar-vos ali a um sítio."
Esta afirmação vinda de alguém natural de Braga só pode significar que iremos descobrir um recanto de amigos. Onde as conversas fazem esquecer o tempo e a comida acompanhada do vinho, que se quer tinto, é a cereja em cima do bolo.


O Velhos Tempos Taberna diz tudo no seu nome e na porta. A madeira que se combina com a pedra transporta-nos para os tempos onde o minimalismo era coisa de gente moderna e sem gosto. No Velhos Tempos Taberna a decoração é de coisas velhas do tempo, não do desgaste. Daquelas coisas que a avó tem lá por casa e que pintam de laivos de memória alguns momentos que permanecem.

O restaurante
O espaço é intricado. Com escadas e várias salas ligadas entre si, é com se entrássemos num labirinto. À mesa, as generosas doses fazem-se destacar por entre a decoração de velharias e coisas típicas das casas dos avós. Esqueça-se por momentos os tectos altos e a mobília de linhas rectas. Abracemos as madeiras escuras e toscas que combinam na perfeição com os grandes móveis - louceiros e armários - e com a média luz que ilumina o espaço. Tivemos o privilégio de ficar na sala mais recatada do restaurante onde apenas mais duas mesas faziam companhia à nossa.


A ementa
A ementa combina os pratos do dia e Os pratos. Esqueçamos os do dia que estão ali para quem tem pressa. Nós não temos. Estamos em trabalho. Pois então, diga-nos lá o que tem para impressionar estes lisboetas esfomeados.
Ah ele é isso? Então venha de lá de entrada uns rissóis de camarão feitos de massa de pastel de massa tenra. Que delícia. O pão que é massudo e denso acompanha em beleza as azeitonas. Mas esperem, tenho ali uma alheira de caça que vão gostar. E gostámos. Muito.

Entradas - Pão, azeitas e alheira
Agora que o estômago já acamou que venha o rei da refeição. Rojões. Temos direito a tudo. Tripas enfarinhadas, papas de sarrabulho. Tudo serviço em doses mais que generosas como apenas alguém que gosta de impressionar faz. Algum reparo? Nem pensar! Tudo óptimo.

Rojões à minhota - inclui tripas enfarinhadas
Ainda há espaço? Ora pois bem, para acompanhar o café, que venha um pudim de abade de priscos que é caseiro. O melhor que já comi. Denso, de sabor intenso e rico. Não fosse o colesterol e os diabetes e ainda hoje estaria a comer fatias dele.
O vinho é uma peça chave para equilibrar tudo isto. Escolhemos de olhos fechados e confiámos na recomendação: jarro de vinho tinto da casa. Lá está. Vinho recheado em touriga nacional e tinta roriz tal as notas de frutos vermelhos. Não há madeira, mas as notas de especiarias foram muito bem com o que foi consumido.

O serviço
O serviço é impecável. Preocupado e disponível. Não foi possível avaliar a rapidez porque fomos sem pressa, mas a solicitude é digna de referência. Nada a apontar.

Veredicto
Sempre que voltar a Braga farei para ir ao Velhos Tempos Taberna. O restaurante é daquelas pérolas que surpreendem e deixam saudade.A qualidade é muito boa e os preços mais que justificados. Numa refeição que combine entradas, prato, sobremesa e vinho estaremos a falar de um valor que se situa entre os 20 e os 25 euros. A ir, sem dúvida.

preço por pessoa: entre os 20 € e os 25 €

Velhos Tempos Taberna
Rua do Carmo, 7, Braga

domingo, 19 de abril de 2015

Máfia das Pizzas

A propósito do jantar de aniversário da dc fomos à Máfia das Pizzas. Li algures, quando pesquisava sobre este restaurante, que era um espaço que trazia para Cacilhas um pouco do Trastevere.

[O Trastevere é uma zona de Roma, famosa porque ainda mantém o seu aspecto original, mas também pela sua agitada vida nocturna, com diversos bares e restaurantes fantásticos e muita animação.]

Fiquei logo entusiasmada, pois foi uma das zonas do Roma que mais gostei e onde encontrei as melhores pizzas que já provei, e posso dizer-vos já que não me senti enganada.

(imagem do facebook)

A Máfia das Pizzas localiza-se no centro histórico de Cacilhas, na reabilitada Rua Cândido dos Reis. Para quem, como eu, conhecia esta rua há muitos e muitos anos, foi uma boa surpresa ver o seu estado actual, com vários espaços novos para experimentar e muitas pessoas na rua.

O espaço
O restaurante é grande e tem muitas mesas, mas não se iludam, costuma estar cheio e ter fila à porta. É, também, um local de eleição para jantares de grupo (como era o nosso caso) por isso calculo que seja conveniente fazer reserva para jantar. Num sábado à noite, em que o espaço estava completamente lotado, pareceu-me ser um pouco confuso e barulhento, mas faz parte do ambiente.
Destaco ainda, à entrada, os fornos de lenha, cujo calor e o cheiro nos abrem o apetite e nos transportam para uma qualquer pizzaria tradicional italiana.

A ementa
Como seria de esperar, a oferta de pizzas é vasta. Há pizzas para todos os gostos, mais ou menos tradicionais, mais ou menos italianas, e ainda outras bem portuguesas com ingredientes como farinheira e morcela. São pizzas de massa fina e estaladiça, recheadas com dois ou três ingredientes principais, à semelhança do que se faz em Itália.
Eu sou fã deste tipo de pizzas... já tive a oportunidade de provar várias em diversos restaurantes e, por isso, é com certeza que digo que estas são fantásticas. Gostei mesmo muito. São saborosas, gulosas e de comer e chorar por mais (mas basta uma, que a quantidade é mais do que suficiente).

O serviço
Apesar do restaurante estar cheio, o serviço foi rápido e eficiente. Não posso dizer que tenha sido extremamente simpático, mas foi, sobretudo, profissional.
A nossa mesa era de 12, e, muito pouco tempo após o pedido, as pizzas chegaram, quentes e sem enganos. Pareceu-me que estão habituados a ter "a casa cheia" (e ainda bem).

Em resumo
Recomendo! É o sítio ideal para um jantar de amigos. Tem uma óptima relação qualidade/preço. A zona é agradável e está na moda.
Espero, no entanto, que não seja uma moda passageira e que as pessoas saibam que há vida para além de Lisboa. Em Almada, começa a existir uma oferta gastronómica mais moderna e apelativa... as mudanças são evidentes.
Sim, vale a pena atravessar a ponte.

data da visita: 18.abril.2015
preço por pessoa: 13,50 € (varia entre os 12 € e os 15 €)

Máfia das Pizzas
Rua Cândido dos Reis 81, Cacilhas, Almada