quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aya (Twin Towers) - Uma Última Homenagem

No momento em que escrevo este post, acabo de ter conhecimento através do jornal Público (ver notícia aqui) do encerramento do restaurante Aya. Admito que tenho a esperança que, ao publicar este post, surja um comentário violento do Restaurante Aya a criticar esta notícia e este artigo. Se assim for, o mesmo será publicado com gosto.

Qual então o sentido de escrever sobre um restaurante que acaba de encerrar? Para um restaurante como o Aya faz todo o sentido, pois este espaço não só foi um marco no panorama da restauração alfacinha, como, pessoalmente, guardo na minha memória excelentes momentos ali vividos. Antes de mais, este post já estava a ser escrito, pelo que a notícia do encerramento do restaurante Aya, faz com que este texto se torne uma homenagem deste blog a tão relevante espaço.

O Aya
O restaurante era (ok, é estranho usar este tempo verbal...) amplo, sóbrio, discreto e com uma decoração que evidentemente nos remetia para temas japoneses. Para quem quisesse, existiam as conhecidas e tradicionais salas fechadas, onde se poderia desfrutar a refeição com maior privacidade. Os empregados do restaurante também vestiam trajes que julgo serem tradicionais, sendo que as senhoras trajavam um quimono. A tradição imperava neste restaurante, cujos mestres confeccionavam os pratos à frente dos clientes e de cada vez que estes se iam embora, soava da parte dos chefs uma estrondosa despedida. Havia ainda o pormenor da loiça, não dos pratos, mas sim dos recipientes onde eram servidas as refeições, com natural destaque para os famosos barcos do Aya. O pessoal não sendo totalmente composto por japoneses, percebia-se que era constituído por pessoas que claramente conheciam a complexa tradição gastronómica japonesa, o que ajudava muito aqueles que pela primeira vez comiam sushi.